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Fundação João Pinheiro abre consulta pública para revisão do Plano Diretor de Passos

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Fundação João Pinheiro abre consulta pública para revisão do Plano Diretor de Passos

Fundação João Pinheiro abre consulta pública para revisão do Plano Diretor de Passos

Moradores do município podem conhecer as propostas e enviar contribuições até 10 de julho

Planejar o crescimento e o desenvolvimento municipal pensando em uma cidade mais próspera, mais sustentável e no bem-estar da população. Essa tríade resume os objetivos da revisão do Plano Diretor de Passos, no Sul do estado, que está sendo realizada pela Fundação João Pinheiro. Os relatórios técnicos e as propostas para as áreas de Economia, Educação, Saúde, Assistência Social, Esporte e Lazer, Segurança, Turismo e Cultura já estão disponíveis para consulta pública no site da FJP e, em breve, os relatórios das áreas de Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial também serão publicados. A consulta pública ficará aberta até 10 de julho.

 Na página, além de conhecer as proposições para o novo Plano Diretor, os moradores do município podem deixar suas sugestões, observações e propostas para cada uma das áreas. A ideia é construir um plano de forma participativa: as sugestões serão organizadas para a incorporação ao Plano Diretor e os resultados serão apresentados à população de Passos.

Mas, afinal, o que é e para que serve um Plano Diretor? Principal instrumento de planejamento urbano municipal, o Plano Diretor tem os objetivos de ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e de garantir o bem-estar de seus habitantes. Seu princípio fundamental é a garantia do direito de todos ao usufruto da cidade.

A coordenadora da revisão do Plano Diretor de Passos, a pesquisadora da FJP Maria Izabel Marques, explica que a principal legislação que rege a elaboração de um Plano Diretor é o Estatuto da Cidade (Lei Federal no 10.257/2001), que define quais municípios devem fazer o plano, seu conteúdo e processo de elaboração. “O Estatuto também determina que todo o território do município deva ser tratado, incluindo áreas rurais, estabelece sanções para o prefeito que não cumprir suas determinações e torna imprescindível a participação da sociedade na construção e na gestão dos Planos Diretores”, ressalta.

A esses fundamentos, soma-se o conceito de sustentabilidade, de modo amplo, em que o crescimento econômico não está dissociado da preservação ambiental e do desenvolvimento social. Denise Almada, arquiteta que integra a equipe da FJP de revisão do plano diretor, observa que os processos de urbanização no Brasil têm produzido cidades dispersas, com ocupação de áreas urbanas desarticuladas, vazios urbanos, infraestruturas e equipamentos públicos insuficientes, principalmente nas periferias, dificuldades de acesso aos locais de concentração de bens e serviços e degradação de áreas centrais, com o comprometimento do meio ambiente e do patrimônio cultural.

“Como resultado, temos cidades dispersas, com crescimento desordenado. O que se pretende com o Plano Diretor é que ele se torne uma ferramenta para o redirecionamento desse modelo, orientando o crescimento e o desenvolvimento municipal em busca de uma cidade mais humana, mais próspera e sustentável para todos”, declara.

Participação – Em 2019, por meio de entrevistas e trabalhos de campo, equipes da FJP realizaram diagnósticos sobre todas as áreas que compõem o Plano Diretor. A partir disso, foram elaboradas propostas preliminares, todas discutidas posteriormente com equipes da Prefeitura, com conselhos municipais e representantes de diversos segmentos. 

Na sequência desse processo, normalmente há uma etapa de apresentação e discussão in loco das propostas preliminares do Plano Diretor com a população. Em razão da pandemia da Covid-19, a FJP optou por disponibilizar relatórios e propostas em seu site para receber as contribuições dos habitantes de Passos. Assim, nem a conclusão do plano atrasa, nem a proposta de construção coletiva é prejudicada.

“A opinião, os pontos de vista, comentários e críticas são um valioso material de trabalho para encontrarmos, em conjunto, um caminho que expresse o futuro pretendido por todos que vivem, produzem e transitam por Passos”, avalia o geógrafo e pesquisador da FJP Paulo Madsen.

De acordo com ele, é importante que o cidadão saiba, antes de enviar suas contribuições, que o Plano Diretor não trata de questões muito pontuais, mas sim de diretrizes que indicam caminhos para o desenvolvimento pretendido, do ponto de vista do interesse público e coletivo, em um horizonte de médio e longo prazos.

“As contribuições mais valiosas referem-se a sugestões sobre o modo como a cidade deve melhorar, se estruturar e se adaptar no futuro próximo para resolver problemas gerais, que afetam a todos. Além disso, propostas para superação de obstáculos ao desenvolvimento com relação às políticas públicas também são muito bem vindas”, conclui Madsen.

Próximas etapas – As contribuições da população serão organizadas para a incorporação ao Plano Diretor e os resultados serão apresentados à população de Passos. As próximas etapas compreendem a revisão dessas propostas preliminares a partir das sugestões recebidas e a redação do Anteprojeto de Lei do Plano Diretor, que deve ser finalizado em agosto de 2020. Para apoiar a implementação do plano, serão revistos também o Código de Obras e de Posturas e a Lei de Parcelamento do Solo, o que deve ser finalizado em novembro.

Consulta pública – Revisão do Plano diretor de Passos
10 de junho a 10 de julho | 2020
https://fjp.mg.gov.br/plano-diretor-de-passos/

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