Minas Gerais fecha 2025 com o maior saldo da balança comercial desde 2011
Participação do estado na economia nacional cresceu para 13,1%; entre exportadores, MG ocupou a terceira posição no país
Em 2025, as exportações de Minas Gerais registraram crescimento de 8,6%, enquanto as importações tiveram expansão de 7,8%, o que levou a balança comercial do estado a fechar o ano com saldo de US$27,3 bilhões. O valor é o maior desde 2011 e coloca MG como o terceiro maior exportador brasileiro, atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Os dados do desempenho da balança comercial em 2025 e das exportações do estado de produtos agregados por intensidade tecnológica foram divulgados nesta quinta-feira, 19/2, pela Fundação João Pinheiro e estão disponíveis no site da instituição.
Ao longo do ano, o café, segundo produto mais relevante da pauta de exportações mineira (24,8%), e o ouro (4,8%), tiveram forte valorização. O minério de ferro, principal commodity comercializada pelo estado, registrou queda de 3,2% do valor exportado, mesmo com aumento de 6,8% do volume embarcado. Nas importações, compras de máquinas e equipamentos mecânicos e elétricos (10,2%) e de veículos automóveis (9,9%) tiveram destaque em 2025.
A China e os Estados Unidos foram os principais parceiros comerciais tanto nas exportações quanto nas importações. Apesar do aumento em valor, com crescimento do café (+120,4%) e do ferro-nióbio (+28%), a participação relativa da China nas exportações mineiras recuou de 36,6% para 35%. Já as vendas para os EUA declinaram de 11% para 9,3% tanto em razão da redução da comercialização de aeronaves quanto pelo impacto da tarifação sobre itens relevantes da siderurgia.
Nas importações, a participação da China manteve-se estável (25,2%), com destaque para máquinas e equipamentos (mecânicos e elétricos). A parte americana nas importações aumentou a participação para 13,7% (+1,9 p.p.), especialmente devido às partes utilizadas na fabricação de aeronaves.
Fronteira Tecnológica – As exportações mineiras de itens agregados segundo a classificação de intensidade tecnológica foram concentradas, em 2025, principalmente em bens de baixa e de média baixa tecnologia, que representaram 71,4% da pauta. Em 2025, Minas Gerais foi o terceiro estado do país em valor exportado de alta tecnologia (7%) e o quarto no de média alta tecnologia (14,9%).
A participação dos bens de alta intensidade tecnológica nas exportações do estado caiu dos 1,2% registrados em 2024 para 1%, influenciada por uma forte retração em “aeronaves e componentes” (-56,4%). Por outro lado, os grupos “farmacêuticos” e “informática, eletrônicos e ópticos” tiveram acréscimos expressivos de, respectivamente, 18,6% e 15,9%. A Dinamarca foi o principal destino das exportações de alta tecnologia em 2025, seguida pelos EUA.
Na categoria de média alta intensidade tecnológica, a representação de 7,4% no total exportado aumentou 0,7 p.p., essencialmente em razão das vendas de “veículos e autopeças”, de “químicos” e de “máquinas e equipamentos elétricos”. Nessa categoria, Argentina e EUA foram os principais parceiros comerciais.
Nas importações, predominaram produtos de alta e média alta tecnologia (69,6%). No grupo de alta tecnologia, tiveram destaque os “farmacêuticos” e, no de média alta, os “químicos” e os “veículos e autopeças”. EUA e China foram os principais parceiros nessas categorias.
Fundação João Pinheiro | Assessoria de Comunicação
