Fundação João Pinheiro publica estudo sobre setor farmacêutico de Minas Gerais
Análise abrange desempenho no período 2014-2023. Com participação crescente, estado é o segundo maior produtor nacional
Em 2023, Minas Gerais registrou um avanço do setor farmoquímica e farmacêutica. A Receita Líquida de Vendas (RLV) do setor, de R$4,2 bilhões, em média, no triênio 2014-2016, mais que dobrou no triênio 2021-2023, passando para R$8,7 bilhões, com participação avançando de 5,9% para 9,1%. No período, o valor de transformação industrial (VTI), que indica a capacidade de agregar valor, inverteu a trajetória de queda entre 2014 e 2016 (R$2,4 bilhões e participação de 5,5% no total nacional), com crescimento para R$4,4 bilhões em valor e participação de 9,1% VTI nacional. Com isto, o estado passou a ocupar a segunda posição no ranking nacional, atrás apenas de São Paulo.
As informações são parte de um informativo publicado pela Fundação João Pinheiro nesta sexta-feira, 6/3, e são detalhadas no programa FJP Explica, disponível no canal da instituição no YouTube. A análise, que abrangeu o período 2014-2023, teve como base dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA/IBGE), da Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho e emprego (Rais/MTE), do comércio interestadual (Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais (SEF/MG) e do comércio internacional (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio/Mdic).
Com o objetivo de indicar parâmetros para a elaboração de políticas de promoção da competitividade, da produtividade e da sustentabilidade do setor, o estudo mostra que Minas Gerais detinha 12,2% das unidades industriais do setor no país em 2023, com variação de 3p.p. em relação a 2014. No mesmo ano, o estado empregou 12.781 pessoas, o que representa 10,5% do total nacional de ocupações na área.
A análise por porte de estabelecimento mostra que as microempresas, que correspondiam a quase 60% das unidades industriais, com 3,4% dos ocupados em 2014, passaram a representar 36,8% das unidades, com 1,2% dos empregados. As empresas de pequeno porte passaram de 20,2% para 35,6% das UI e de 8,1% para 12,8% dos ocupados, enquanto as de médio porte expandiram a representação de 16,2% para 20,7%, mas reduziram o percentual de empregados, de 47,9% para 36,2%. Já as grandes empresas cresceram em relação ao total de UI, de 4% para 6,9% e, em termos de ocupação, de 40,6% para 49,8%.
No comércio interestadual desses produtos, houve crescimento tanto nas exportações quanto nas importações, o que resultou em acréscimos sucessivos do saldo com inversão de deficitário para superavitário a partir de 2021. Já no comércio internacional, as exportações mineiras apresentaram decréscimos sucessivos entre 2014 e 2021, com exceção de 2017. As importações tiveram aumentos progressivos, especialmente em 2019 e 2020.
Entre 2014 e 2015, a composição das exportações de Minas Gerais teve como principais itens os “medicamentos com outros hormônios polipeptídicos” (que incluem substâncias com ação metabólica para regulação do peso corporal) e os “medicamentos que contenham insulina”, que passaram a predominar a partir de então. Nas importações, o item “vacina contra a meningite” predominou entre 2014 e 2020.
Fundação João Pinheiro | Assessoria de Comunicação
