Balança comercial de MG registra superávit de US$2,3 bi em novembro
Varginha, Araxá, Guaxupé, Nova Lima e Paracatu foram destaque no comércio internacional do estado
Os dados da balança comercial referente ao mês de novembro já estão atualizados e disponíveis no painel interativo no site da FJP. No acumulado de 2025, as exportações de Minas Gerais totalizaram US$41,4 bilhões e as importações somaram US$17 bilhões, resultando em um superávit de US$24,4 bilhões.
Na comparação com novembro de 2024, as exportações totalizaram US$3,9 bilhões, com aumento de 12,4%, e as importações, no valor de US$1,6 bilhão, avançaram 8,9%.
Os dados atualizados do comércio internacional de Minas Gerais e de seus municípios, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/Mdic), estão disponíveis no painel interativo no site da Fundação João Pinheiro (FJP).
Estado – Segundo maior exportador brasileiro em novembro de 2025, Minas Gerais teve participação de 13,8% no comércio internacional do país, atrás de São Paulo, com 20,2%. No Brasil, o superávit no mês foi de US$5,8 bilhões, com avanço de 2,4% nas exportações e de 7,4% nas importações em relação a novembro de 2024.
Cerca de 60% da pauta mineira de exportações, em novembro, foram representados pelo café e minério de ferro. O café teve participação de 30,4% e aumentou 22% em valor, com queda de 19,1% em volume. O minério de ferro, que representou 28,2%, apresentou acréscimo de 32,6% em valor e de 15,9% em volume em relação a novembro de 2024.
Os principais destinos das exportações de Minas Gerais foram a China e a Alemanha. Os Estados Unidos, segundo maior desde 2013 para o mês de novembro, passou para a terceira posição. A participação da China foi de 25,1% em novembro de 2024, aumentou para 33,3% em novembro deste ano, com variação de 49,4% em valor, principalmente em razão do minério de ferro, que aumentou 27,2% em valor e 15,1% em volume. Já o ferro-nióbio teve aumento de 274,5% em valor.
A participação da Alemanha aumentou de 5,1% para 6,6% no mesmo período, motivada pelo acréscimo de 55,8% do valor exportado de café. A dos Estados Unidos, por outro lado, recuou de 13,9% para 6,5% em razão da retração em vários produtos, notadamente, do café (-55,1% em valor e -70,8% em volume) e das carnes (-99,7% em valor e -96,4%% em volume).
No acumulado de janeiro a novembro de 2025, o valor exportado de minério de ferro, 26,5% do total, recuou 9,2%, com aumento de 2,8% em volume. O café, com 24,4% de participação, registrou acréscimo de 41,6% do valor exportado e retração de 12,5% em volume em relação ao mesmo período de 2024.
Os principais destinos das exportações de Minas Gerais no período foram a China, cuja participação no valor total foi de 35,1%, e os Estados Unidos, com participação de 9,6%.
Nas importações, o crescimento acumulado de 9,1% resultou principalmente do aumento das compras de máquinas e equipamentos mecânicos (+23,7%); produtos químicos orgânicos (+14,8%); adubos (fertilizantes) (+15,1%) e produtos farmacêuticos (+69,8%).
As máquinas e equipamentos elétricos registraram queda de 11,4% e os veículos automóveis, de 10,2%. Esses foram os principais produtos importados e, juntos, corresponderam a 57,1% da pauta. China e Estados Unidos foram, também, as principais origens das importações, com participação de 25,3% e 13,5%, respectivamente.
Municípios – Varginha foi o principal município exportador de Minas Gerais em novembro de 2025, com total de US$349,8 milhões, principalmente com o café, com destino para a Alemanha, Japão, Itália e Estados Unidos. Araxá, com US$251,6 milhões, foi o segundo colocado e exportou principalmente ferro ligas para a China. Guaxupé, com o total de US$232,6 milhões, está na terceira posição, e vendeu, sobretudo, café para a China, Estados Unidos, Japão e Alemanha. Nova Lima, com o total de US$216,8 milhões, vem na quarta posição, e teve vendas concentradas em minério de ferro para a China e ouro para o Reino Unido. Paracatu, quinto da lista, com US$205,4 milhões, vendeu essencialmente ouro para a Suíça e o Canadá.
Fundação João Pinheiro | Assessoria de Comunicação
