Balança comercial de Minas Gerais registra superávit de US$1,5 bi em agosto
Resultado é positivo mesmo com recuo de 7,1% das exportações em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de 2025, saldo excedente é de US$16,9 bilhões
O saldo da balança comercial de Minas Gerais contabilizou um superávit de US$1,5 bilhão em agosto de 2025. Com o resultado, o saldo excedente entre exportações (US$28,9 bilhões) e importações (US$12 bilhões) nos oito primeiros meses do ano chega a US$16,9 bilhões.
Os municípios de Araxá, com exportações de US$204,8 milhões, Nova Lima (US$203 milhões), Varginha (US$170,1 milhões), Paracatu (US$146,5 milhões), São Gonçalo do Rio Abaixo (US$144,9 milhões) e Guaxupé (US$124,6 milhões) foram destaque no comércio internacional mineiro este mês, somando US$993,9 milhões das vendas para outros países. Na comparação dos resultados gerais do mês com agosto de 2024, houve recuo de 7,1% nas exportações do estado e aumento de 2,6% nas importações.
Os dados atualizados do comércio internacional de Minas Gerais e de seus municípios, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/Mdic), estão disponíveis em um painel interativo no site da Fundação João Pinheiro (FJP).
Estado – Terceiro maior exportador brasileiro em agosto de 2025, Minas Gerais teve participação de 10,9% no comércio internacional do país, atrás de São Paulo (19,2%) e do Rio de Janeiro (11,5%). No Brasil, o superávit foi de US$6,1 bilhões, com avanço de 3,9% nas exportações e redução de 2% nas importações em relação a agosto de 2024.
Os principais destinos das exportações mineiras no mês foram a China e os Estados Unidos. A participação da China aumentou de 36,6% em agosto de 2024 para 41% em agosto deste ano e a dos Estados Unidos, que era de 10,9%, caiu para 6,6%. Os dois países também lideraram as importações totais do estado em agosto com, respectivamente, 23,7% e 13,6%.
Cerca de 50% da pauta mineira de exportações foram representados pelo minério de ferro e o café. O primeiro, com participação de 29,3%, recuou 5,4% em valor e aumentou 7,1% em volume. O segundo, que representou 20,1%, teve acréscimo de 22,4% em valor e retração de 16,2% em volume em relação a agosto de 2024.
O volume das vendas de café para os EUA recuou 16,4% em relação a agosto de 2024, com acréscimo de 17,2% em valor. Para a Alemanha, segundo principal destino do produto, houve decréscimo de -47,2% em volume e de -22,1% em valor.
No acumulado de 2025, o valor exportado de minério de ferro, 25,7% do total, recuou 21,1% em valor e 3,5% em volume. O café, com 23,7% de participação, registrou acréscimo de 52,4% do valor e retração de 11,1% em volume em relação ao mesmo período do ano anterior. No período, os principais destinos foram a China (35%) e os Estados Unidos (10,9%).
Nas importações, o crescimento acumulado de 11,4% resultou principalmente do aumento das compras de máquinas e equipamentos mecânicos (+23,9%); produtos químicos orgânicos (+29,3%); e produtos farmacêuticos (+100,3%). As máquinas e equipamentos elétricos registraram queda de 12% e os veículos automóveis, de 5%. Juntos esses produtos corresponderam a 50,4% da pauta de importações mineiras. Entre janeiro e agosto de 2025, China e Estados Unidos foram, também, as principais origens das importações, com participação de 25,3% e 13,4%, respectivamente.
Fundação João Pinheiro | Assessoria de Comunicação
