PIB de Minas Gerais cresce 1,4% no 1º trimestre de 2025 e soma R$275,3 bilhões
Expansão das indústrias de transformação, do comércio, dos transportes e dos outros serviços em relação ao mesmo período de 2024 puxaram o resultado
No primeiro trimestre de 2025, o PIB nominal de Minas Gerais somou R$275,3 bilhões. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve expansão real de 1,4%. Deste montante, o Valor Adicionado Bruto (VAB) das atividades agropecuárias foi estimado em R$27,1 bilhões, o das indústrias totalizou R$62,4 bilhões e, o dos serviços, R$150,7 bilhões, além dos impostos (R$ 35,1 bilhões).
A participação do PIB de Minas Gerais no PIB nacional foi de 9,1% no primeiro trimestre de 2025, acima dos 8,8% registrados no mesmo trimestre do ano passado.
Esses resultados foram divulgados pela Fundação João Pinheiro nesta terça-feira, 17/6 e já estão disponíveis no site da instituição, que também disponibilizou um episódio do programa FJP Explica no YouTube sobre o tema.
Vale também notar que o PIB real apresentou relativa estabilidade em comparação ao trimestre imediatamente anterior, com ligeira variação negativa de -0,1% na série com ajuste sazonal. Nos três primeiros meses de 2025, as indústrias extrativas tiveram expansão de 6,2% em relação ao trimestre anterior, praticamente devolvendo a queda da produção ocorrida ao final do ano passado. As indústrias de transformação retraíram -1,3% no trimestre, resultado da produção física menor dos derivados de petróleo e de biocombustíveis, de produtos de minerais não-metálicos, da metalurgia, de máquinas e equipamentos e de veículos automotores. A construção civil, por sua vez, apresentou contração de -2,1% no trimestre, com forte queda no número de postos de trabalho no setor.
O setor de serviços cresceu 1,0% no primeiro trimestre de 2025, com expansão do volume de vendas no comércio de combustíveis, de hipermercados, de veículos automotores e de material de construção. Os transportes tiveram crescimento de 0,9% no trimestre, enquanto o grupo de outros serviços apresentou aumento de 1,1% na produção estadual.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2024, o setor agropecuário registrou queda de -5,6%, um desempenho bastante influenciado pela queda na produção de banana e de tomate e pelo recuo da primeira safra de feijão e de batata-inglesa. Além disso, o consumo de carvão vegetal pela metalurgia estadual foi menor no período.
Fundação João Pinheiro | Assessoria de Comunicação
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