Participação de Minas Gerais nas exportações nacionais de alta tecnologia cresce no primeiro semestre de 2025

FJP analisa desempenho mineiro no comércio internacional de produtos intensivos em tecnologia e painel interativo traz dados anuais para Brasil e estados

A Fundação João Pinheiro (FJP) lançou nesta quinta-feira, 10/7, um painel interativo com os dados do comércio internacional do Brasil e dos 27 estados de acordo com a intensidade tecnológica dos produtos exportados e importados no período 1997-2024.  Especificamente para Minas Gerais, a instituição divulgou um informativo com a análise do desempenho estadual de venda e compra desses produtos no primeiro semestre de 2025. 

Para a construção da série histórica, o estudo utilizou os dados da plataforma Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, classificados segundo a intensidade em pesquisa e desenvolvimento (P&D), de acordo com metodologia da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE. Esta categorização abrange cinco grupos de produtos conforme a gradação tecnológica: alta, média alta, média, média baixa e baixa.

Em 2024, São Paulo concentrou 77,2% (US$ 5,7 bilhões) das exportações de itens de alta tecnologia, seguido pelo Rio de Janeiro, com 8,6% (633,3 milhões) e por Minas Gerais, que contabilizou vendas de US$523,7 milhões, alcançando participação de  7,1% na pauta nacional.

Historicamente, as vendas de Minas Gerais são concentradas em produtos de baixa e média baixa intensidade tecnológica. Nos seis primeiros meses de 2025, essa participação foi de 71,4%. As importações, ao contrário, tiveram prevalência de produtos de alta e média alta tecnologia, que representaram 68,4% do total de compras do estado. No período, houve aumento de 32,7% no valor exportado de produtos de alta tecnologia em relação ao primeiro semestre de 2024. No conjunto da pauta mineira de exportações, a representação desse tipo de mercadoria foi de 1%. 

Os principais destinos foram os Estados Unidos (23,2%), a Dinamarca (16%) e a França (11,9%). Estados Unidos e França compraram, essencialmente, itens do grupo de aeronaves e componentes, enquanto a Dinamarca foi o principal destino dos produtos farmacêuticos. 

Nas exportações de média alta tecnologia, que representaram 7,6% do total da pauta do estado, os destaques do primeiro semestre de 2025  foram os veículos automóveis (50,8%), os produtos químicos (24,7%) e as máquinas, aparelhos e materiais elétricos (13%). Argentina e Estados Unidos foram os principais destinos da categoria, com participações de 37,6% e de 18%, respectivamente.

Já nas importações na categoria de alta tecnologia realizadas pelo estado entre janeiro e junho deste ano, os produtos farmacêuticos representaram 41,6%, os itens do grupo informática, eletrônicos e produtos ópticos totalizaram 40% e os do grupo aeronaves e componentes, 18,4%. Nesse intervalo, os principais parceiros comerciais foram a China (23,4%), os Estados Unidos (22,3%) e a Índia (8,9%).

Na categoria média alta, as compras do estado foram concentradas em produtos químicos (32%), veículos e autopeças (26,2%), máquinas e equipamentos mecânicos (24,2%), máquinas e equipamentos elétricos (12,5%) e instrumentos médicos e odontológicos (3,7%). China (31,6%), Estados Unidos (12,2%) e Argentina (10%) foram os principais parceiros comerciais no período.

Fundação João Pinheiro | Assessoria de Comunicação

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