MG registra superávit de US$ 8 bi nos quatro primeiros meses do ano
Somente em abril, saldo comercial foi de US$2,3 bi no estado. Varginha, Guaxupé, Araxá, Nova Lima, Paracatu e São Gonçalo do Rio Abaixo foram os destaques
No acumulado de 2025, as exportações de Minas Gerais totalizaram US$13,8 bilhões e as importações somaram US$5,8 bilhões, resultando em um superávit de US$8 bilhões. Em abril, o superávit foi de US$2,3 bilhões, registrando crescimento de 5,7% nas exportações e de 7,3% nas importações em relação ao mesmo mês do ano passado. Varginha, Guaxupé, Araxá, Nova Lima, Paracatu e São Gonçalo do Rio Abaixo foram os municípios que mais exportaram em abril, contabilizando, juntos, US$1,2 bilhão de vendas para outros países.
Os dados atualizados do comércio internacional de Minas Gerais e de seus municípios, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/Mdic), já estão disponíveis em um painel interativo no site da Fundação João Pinheiro (FJP).
Municípios – Varginha foi o principal município exportador de Minas Gerais em abril de 2025 (US$ 300,3 milhões) e Guaxupé (US$ 205,7 milhões), o segundo. Em ambos, as vendas foram concentradas em café para os Estados Unidos e a Alemanha.
Araxá (US$ 192,2 milhões), que ocupou a terceira posição, exportou ferro-nióbio, principalmente para a China; Nova Lima (US$ 179,6 milhões), na quarta posição, exportou minério de ferro e ouro para a China e o Reino Unido; Paracatu (US$ 157,9 milhões), na quinta posição, exportou essencialmente ouro para o Canadá; e São Gonçalo do Rio Abaixo (US$ 132,9 mihões), na sexta posição, exportou minério de ferro, majoritariamente para a China.
Estado – Segundo maior exportador brasileiro em abril de 2025, Minas Gerais teve participação de 12,2% no comércio internacional do país, atrás apenas de São Paulo (18,2%). No Brasil, o superávit no mês foi de US$ 8,2 bilhões, com acréscimo de 0,3% nas exportações e 1,6% nas importações em relação a abril de 2024.
No acumulado do ano, o valor exportado de café avançou 70,2%, apesar da retração de 3,3% em volume em relação ao mesmo período de 2024. Por outro lado, o minério de ferro apresentou decréscimo de 29,7% do valor exportado e de 12% do volume vendido. Em conjunto, a participação desses produtos representou mais de 50% da pauta mineira, com participação de 27,9% do café e de 24,4% do minério de ferro.
Os principais destinos das exportações de Minas Gerais no período foram a China, cuja participação no valor total foi de 31,8%, e os Estados Unidos, com participação de 11,6%.
Nas importações, o crescimento acumulado de 18% resultou principalmente do aumento das compras de máquinas e equipamentos mecânicos (+25,9%); veículos automóveis (+2,7%); produtos químicos orgânicos (+66%); e produtos farmacêuticos (+149,3%). As máquinas e equipamentos elétricos registraram queda de 18%. Esses foram os principais produtos importados e, juntos, corresponderam a mais de 50% da pauta mineira. China e Estados Unidos foram, também, as principais origens das importações, com participação de 25,9% e 13,4%, respectivamente.
Fundação João Pinheiro | Assessoria de Comunicação
