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Balança comercial de MG registra superávit de US$ 19,5 bilhões em 2026

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Balança comercial de MG registra superávit de US$ 19,5 bilhões em 2026

Somente em outubro, saldo positivo somou US$ 2 bi. Dados atualizados estão disponíveis em painel interativo no site da FJP

Belo Horizonte, 6/11/2026 – Nos primeiros dez meses de 2026, as exportações de Minas Gerais totalizaram US$ 36,7 bilhões e as importações somaram US$ 17,2, resultando em um superávit de US$ 19,5 bilhões. Em outubro, o saldo positivo foi de US$ 2 bilhões, com destaque para Varginha, Araxá, Paracatu, Nova Lima, Guaxupé e Ouro Preto, municípios que, juntos, foram responsáveis por US$ 1,4 bilhão das vendas para outros países.

No mês, as vendas de produtos siderúrgicos aumentaram 4,4% e as de ouro, 25%. Em movimento contrário, as exportações de café e minério de ferro sofreram redução de 3,1% e 29,7%, respectivamente, as vendas de açúcares recuaram 16,1%, as de carnes, 32,3% e as de soja, 31,3%. 

Os dados atualizados do comércio internacional de Minas Gerais e de seus municípios, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/Mdic), estão disponíveis em um painel interativo no site da Fundação João Pinheiro (FJP).

Municípios – Varginha foi o principal município exportador de Minas Gerais em outubro (US$ 351,2 milhões), com vendas concentradas em café para Bélgica, Estados Unidos, Alemanha, Itália e China. Guaxupé (US$ 158,6 milhões), na quinta colocação, também exportou café, principalmente para os Estados Unidos, China, Bélgica e Itália. 

Araxá, que ocupou a segunda posição (US$ 268,4 milhões) exportou ferro-nióbio principalmente para a China. Paracatu (US$ 238 milhões), na terceira posição, exportou ouro para a Suíça e o Canadá.  Nova Lima (US$ 216,8 milhões), que ocupou a quarta posição, vendeu minério de ferro para a China e ouro para o Reino Unido. Na sexta posição, Ouro Preto (US$ 155 milhões) também exportou minério de ferro para a China.

Estado – Terceiro maior exportador brasileiro em outubro de 2026, Minas Gerais teve participação de 10,2% no comércio internacional do país, atrás do Rio de Janeiro (18,7%) e de São Paulo (17,9%). Na comparação com outubro de 2025, as exportações mineiras recuaram 10,9% e as importações avançaram 11,2%. No Brasil, o superávit no mês foi de US$ 9,3 bilhões, com avanço de 20% nas exportações e de 14,8% nas importações em relação ao mesmo período do ano passado.

No acumulado do ano, as exportações de minério de ferro reduziram 8,9 % em valor e 9,3% em volume. O café apresentou decréscimo de 11,2% do valor exportado e de 9% do volume vendido. Em conjunto, a participação desses produtos representou 46,4% da pauta mineira, com participação de 24,9% do minério de ferro e de 21,5% do café.

Os principais destinos das exportações de Minas Gerais no período foram a China (35,2%) e os Estados Unidos (8,8%).

Nas importações, o avanço de 12,6% do valor importado foi resultado do crescimento das compras de máquinas e equipamentos mecânicos (+12,8%); veículos automóveis (+32,4%); produtos farmacêuticos (+59,4%) e produtos químicos orgânicos (+3,9%). Em contrapartida, as compras de máquinas e equipamentos elétricos decresceram 6,8% e de adubos (fertilizantes), 10,5%. Esses foram os principais produtos importados e, juntos, corresponderam a quase 60% da pauta. China e Estados Unidos foram, também, as principais origens das importações, com participação de 24,8% e 12,1%, respectivamente.

Fundação João Pinheiro | Assessoria de Comunicação
fjp.mg.gov.br | comunicacao@fjp.mg.gov.br

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