Em abril, saldo positivo chegou a US$2,2bi. Paracatu, Varginha e Nova Lima foram destaque no comércio internacional do estado
Nos primeiros quatro meses de 2026, as exportações de Minas Gerais totalizaram US$14,2 bilhões e as importações somaram US$6,2 bilhões, resultando em um superávit de US$8,0 bilhões.
Somente em abril, o saldo da balança comercial mineira somou US$2,2 bilhões. Na comparação com abril de 2025, as exportações se mantiveram estáveis e as importações avançaram 17,6%. No período, as exportações de minério de ferro cresceram 19,4%, as de soja, 4,2%, e as de ouro, 68,6%. Em contrapartida, as vendas de café tiveram redução de 14,4% e as de produtos Siderúrgicos (ferro, ferro fundido e aço), 21,1%.
Os dados atualizados do comércio internacional de Minas Gerais e de seus municípios, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/Mdic), já estão disponíveis em um painel interativo no site da Fundação João Pinheiro (FJP).
Municípios – Paracatu foi o principal município exportador de Minas Gerais em abril de 2026 (US$ 287,5 milhões), com vendas concentradas em ouro para Suíça e Canadá. Varginha (US$ 262,7 milhões) e Guaxupé (US$ 152,7 milhões), ocuparam a segunda e a sexta colocação, respectivamente, impulsionados pelas exportações de café para a Europa e os Estados Unidos.
Nova Lima (US$251,3 milhões), que ocupou a terceira posição, exportou ouro para o Reino Unido e minério de ferro para a China. Araxá (US$194,3 milhões) vendeu ferro-nióbio principalmente para China e, na quinta posição, Uberlândia (US$189 milhões) exportou soja para a China.
Estado – Terceiro maior exportador brasileiro em abril de 2026, Minas Gerais teve participação de 11,5% no comércio internacional do país, atrás de São Paulo (17,2%) e Rio de Janeiro (12,8%). No Brasil, o superávit no mês foi de US$10,5 bilhões, com avanço de 14,3% nas exportações e 6,2% nas importações em relação a abril de 2025.
No acumulado do ano, as exportações de minério de ferro avançaram 3,2% em valor e recuaram 3,7% em volume. O café apresentou decréscimo de 17,2% do valor exportado e de 25,8% do volume vendido. Em conjunto, a participação desses produtos representou cerca de 50% da pauta mineira, com participação de 26,1% do minério de ferro e de 22,5% do café.
Os principais destinos das exportações de Minas Gerais no período foram a China, cuja participação total foi de 35%, e os Estados Unidos, com participação de 8,9%.
Nas importações, o avanço de 7,4% do valor importado foi resultado principalmente do crescimento das compras de máquinas e equipamentos mecânicos (+13,9%); veículos automóveis (+10,7%); e produtos farmacêuticos (+56%). Em contrapartida, as compras de máquinas e equipamentos elétricos recuaram 11,2% e as de produtos químicos orgânicos, 21,5%. Esses foram os principais produtos importados e, juntos, corresponderam a mais de 50% da pauta. China e Estados Unidos foram, também, as principais origens das importações, com participação de 24% e 15,3%, respectivamente.
Fundação João Pinheiro | Assessoria de Comunicação