Tema será debatido em seminário no dia 30/4, com participação de representantes da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais e do Invest Minas.
Belo Horizonte, 22/4/2026 – Estrutura econômica e a promoção do desenvolvimento em regiões menos desenvolvidas – um estudo a partir da Região Geográfica Intermediária (RGInt) de Teófilo Otoni – MG. Este é o título da nota técnica publicada pela Fundação João Pinheiro (FJP) este mês com o diagnóstico da dinâmica econômica e social de 86 municípios que compõem a região, abrangendo áreas dos vales do Jequitinhonha e Mucuri.
O tema também será foco de um seminário no próximo dia 30/4, na sede da FJP (Alameda das Acácias, 70, São Luiz/Pampulha), com as participações do Secretário Adjunto da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Frederico Amaral, do Gerente de Relações Institucionais e Assuntos Municipais da Invest Minas, Carlos Augusto Romualdo, e do pesquisador da Fundação, Raimundo Leal. O evento é aberto ao público, sem necessidade de inscrição prévia, e está agendado para as 14h.
Nota Técnica – O documento destaca que, embora possua uma vasta área territorial (13% da área estadual) e riqueza cultural, a região enfrenta desafios estruturais severos. Com um PIB per capita que representa menos da metade da média estadual, a economia local é marcada por baixo dinamismo e forte dependência da administração pública. Os indicadores de desenvolvimento humano também estão abaixo da média de Minas Gerais, enquanto as taxas de pobreza situam-se acima.
Segundo o coordenador do trabalho, professor Alexandre Queiroz Guimarães, trata-se de muito mais do que uma análise da economia e dos indicadores sociais da região. “É uma reflexão sobre o desenvolvimento econômico e o papel a ser desempenhado pelas capacidades estatais e pelas políticas públicas”, afirma. “Para isto, a nota técnica aprofunda a investigação sobre as principais atividades econômicas da região e como estão espacialmente distribuídas com o objetivo de investigar, a partir da evolução dos dados, quais têm mais potencial para contribuir para o desenvolvimento regional”, explica.
Panorama – Apesar do peso de atividades como a bovinocultura, a silvicultura e a cafeicultura, o estudo verificou que a pequena produção familiar tem um papel central nos modos de vida, na cultura e na dinâmica econômica. A atividade é muito relevante na geração de renda, na criação de oportunidades de emprego e na abertura de negócios, com impactos também sobre a construção civil. Da mesma forma, a agroindústria familiar exerce papel muito importante na geração de renda da população.
O diagnóstico destaca, ainda, que a fragilidade das prefeituras sobrecarrega a agência responsável pela assistência técnica e extensão rural que, por sua vez, encontra dificuldades em desenhar ações envolvendo os atores e as instituições locais, o que leva muitos municípios a não se beneficiarem das oportunidades abertas pelos programas estaduais e federais de compras públicas. O estudo também enfatiza a necessidade de programas estruturantes, do fortalecimento das cadeias produtivas de mais potencial, como bovinocultura, cafeicultura, fruticultura e mel, a valorização da agricultura e da agroindústria familiar e a promoção do turismo.
Fundação João Pinheiro | Assessoria de Comunicação