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Fundação João Pinheiro lança plataforma sobre movimentos migratórios no Brasil

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Dados têm como base o Censo Demográfico brasileiro de 2010 e abrangem as correntes migratórias entre os 5.565 municípios do país na década de 2000 

 

Em uma iniciativa pioneira no pa√≠s, a Funda√ß√£o Jo√£o Pinheiro (FJP) lan√ßou nesta sexta-feira, 15 de dezembro, a plataforma Movimentos Migrat√≥rios no Brasil. Utilizando os dados do Censo Demogr√°fico de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat√≠stica (IBGE), a ferramenta disponibiliza as principais informa√ß√Ķes relativas √†s correntes migrat√≥rias entre os 5.565munic√≠pios do pa√≠s ao longo da d√©cada de 2000.

 

Com a redu√ß√£o das taxas de fecundidade e o consequente decl√≠nio do ritmo de crescimento da popula√ß√£o brasileira nas √ļltimas d√©cadas, a migra√ß√£o tornou-se determinante no processo de redistribui√ß√£o populacional no Brasil, devendo ser considerada elemento chave em todo o processo de formula√ß√£o e planejamento p√ļblico.

Nesse contexto, a plataforma desenvolvida pela Funda√ß√£o Jo√£o Pinheiro possibilita aos gestores p√ļblicos e privados o acesso a informa√ß√Ķes oportunas, fidedignas e continuadas sobre a evolu√ß√£o e as perspectivas do fen√īmeno migrat√≥rio interno. Os dados referem-se tanto aos imigrantes (pessoas que chegaram para residir em determinado munic√≠pio) quanto aos emigrantes (pessoas de determinado munic√≠pio que passaram a residir em outros munic√≠pios).

 

‚ÄúTais informa√ß√Ķes s√£o subs√≠dios para futuros estudos que relacionem os movimentos migrat√≥rios aos fatores de atra√ß√£o e expuls√£o presentes nas origens e destinos dos fluxos‚ÄĚ, explica a pesquisadora da Funda√ß√£o Jo√£o Pinheiro (Direi/FJP), Denise Maia.

 

De acordo com ela, os movimentos migrat√≥rios est√£o associados ao ciclo de vida dos indiv√≠duos, aos processos de urbaniza√ß√£o, ao desempenho econ√īmico e √† reestrutura√ß√£o produtiva de cada regi√£o.

‚ÄúFatores como a elevada demanda por trabalho, a disponibilidade de terras e boas oportunidades econ√īmicas, por exemplo, funcionam como atrativos para determinado contingente populacional, ao passo que elevadas taxas de desemprego, falta de oportunidades econ√īmicas, viol√™ncia e pobreza funcionam como fatores de expuls√£o‚ÄĚ, afirma.

Funcionalidades - Por meio da nova plataforma da FJP √© poss√≠vel gerar, automaticamente, o Perfil Migrat√≥rio dos Munic√≠pios, relat√≥rio descritivo com informa√ß√Ķes sobre o estoque dos migrantes e correntes migrat√≥rias entre os munic√≠pios brasileiros, nos dez anos anteriores √† data do Censo de 2010.

 

Ainda, a partir de uma ferramenta de georeferência, o usuário pode mapear as correntes migratórias em todo o território nacional, elaborar mapas temáticos e identificar visualmente, por município, as principais origens e destinos de seus migrantes.

 

Tamb√©m dispon√≠vel para dispositivos m√≥veis, a plataforma d√° acesso a uma s√©rie de links relativos ao tema das migra√ß√Ķes internas e internacionais e ao acervo de trabalhos t√©cnicos e cient√≠ficos produzidos pela Funda√ß√£o Jo√£o Pinheiro, institui√ß√£o que historicamente trabalha com o tema nos planos de desenvolvimento regionais.

 

Correntes migratórias municipais - Em uma consulta à plataforma é possível verificar, por exemplo, que cerca de 37% da população residente em Belo Horizonte, em 2010, vivenciou alguma experiência migratória ao longo do seu ciclo de vida.

 

Desse total, 126.544 eram pessoas naturais de Belo Horizonte que já haviam residido em outro município e retornaram à capital. Entre aqueles não naturais de Belo Horizonte, 75% eram mineiros e vieram de outros municípios de Minas Gerais e 18% eram naturais de outros Estados.

 

Entre 2000 e 2010, cerca de 247.786 pessoas imigraram para o município de Belo Horizonte. Destas, 43% chegaram à capital entre 2007 e 2010. Entre os imigrantes da década de 2000, cerca de 66% tiveram como origem outros municípios de Minas Gerais, 29% vieram de outros Estados e 5% de outros países.

 

Belo Horizonte, em 2010, apresentou saldo migrat√≥rio negativo 96.704 pessoas, o que significa que sa√≠ram mais pessoas do que entraram no munic√≠pio. ‚ÄúA Taxa L√≠quida de Migra√ß√£o foi de -4,0%, isto √©, se n√£o tivesse ocorrido imigra√ß√£o e emigra√ß√£o, no munic√≠pio no per√≠odo considerado, a popula√ß√£o de Belo Horizonte seria 4,0% superior √† popula√ß√£o recenseada em 2010‚ÄĚ, exemplifica Denise Maia.

 

 

migracao.fjp.mg.gov.br

Apresentação: https://www.youtube.com/watch?v=9r06qj6tlRc&t=3s

 

Assessoria de Comunicação | Fundação João Pinheiro

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