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PIB de Minas Gerais recua 4,3% em termos reais e atinge o valor de R$ 519,3 bilh√Ķes em 2015

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O PIB do Estado de Minas Gerais, em 2015, atingiu o valor de R$ 519.326 milh√Ķes e apresentou decr√©scimo em termos reais (-4,3%) (Tabela 1). A queda em volume do PIB mineiro ocorreu nos tr√™s grupos de atividade econ√īmica: agropecu√°ria, ind√ļstria e servi√ßos. A intensidade da retra√ß√£o da atividade produtiva foi mais significativa na ind√ļstria ‚Äď sobretudo na constru√ß√£o civil e na ind√ļstria de transforma√ß√£o. O longo per√≠odo com escassez de chuvas tamb√©m prejudicou a gera√ß√£o de energia hidroel√©trica estadual. O n√≠vel de desemprego elevado e uma infla√ß√£o alta impactando o consumo das fam√≠lias, por um lado, e o decr√©scimo no desempenho de atividades terci√°rias associadas √† performance industrial, de outro, ajudam a entender a inflex√£o no setor de servi√ßos como um todo.

Apesar do resultado negativo no ano, a economia de Minas Gerais continuou a ocupar o posto de terceiro maior PIB entre as unidades da federa√ß√£o em 2015. Entretanto, houve perda de participa√ß√£o no PIB nacional, que passou de 8,9% em 2014 para 8,7% em 2015. Apesar da press√£o inflacion√°ria no consumo e nos custos (como o encarecimento da energia el√©trica), a inflex√£o do deflator impl√≠cito do valor adicionado da atividade de extrativa mineral (-42,7%) ‚Äď em raz√£o da queda nos pre√ßos internacionais de min√©rio de ferro no ano ‚Äď, foi determinante para entender a perda de participa√ß√£o de Minas Gerais no PIB nacional ao lado da forte queda em volume das atividades econ√īmicas (Tabela 1).

A atividade agropecu√°ria apresentou resultado em volume negativo (-2,4%) em 2015 (Tabela 1). Na agricultura houve estabilidade no ritmo de produ√ß√£o. De acordo com a Pesquisa Agr√≠cola Municipal (PAM) o aumento na quantidade produzida de banana (11,9%), tomate (6,1%), soja (5,3%), batata-inglesa (1,0%) e de outras culturas com menor peso na estrutura agr√≠cola estadual, foi contrabalanceado pela redu√ß√£o na produ√ß√£o de feij√£o (-11,2%), cana-de-a√ß√ļcar (-2,9%), milho (-1,8%) e caf√© (-1,4%). Na pecu√°ria, o recuo no √≠ndice de volume (-5,5%) foi bastante influenciado pela queda na produ√ß√£o de leite; enquanto que na atividade de produ√ß√£o florestal a retra√ß√£o (-4,3%) esteve atrelada √† menor extra√ß√£o de carv√£o vegetal e lenha.

A atividade industrial foi a mais afetada pela contra√ß√£o econ√īmica em 2015, com recuo no volume de 6,2%. Dentre os subsetores industriais com recuo no √≠ndice de volume agregado est√£o a constru√ß√£o civil (-11,0%), a ind√ļstria de transforma√ß√£o (-8,4%) e a produ√ß√£o e distribui√ß√£o de energia e saneamento (-6,9%). Apenas a ind√ļstria extrativa mineral apresentou expans√£o do volume de valor adicionado (4,2%) (Tabela 1). No caso da ind√ļstria de transforma√ß√£o, a Pesquisa Industrial Mensal ‚Äď Produ√ß√£o F√≠sica (PIM-PF) revelou recuo significativo na fabrica√ß√£o de m√°quinas e equipamentos (-38,0%) e na produ√ß√£o de ve√≠culos automotores (-32,7%). Em rela√ß√£o √† produ√ß√£o e distribui√ß√£o de energia e saneamento o resultado negativo se deve a menor gera√ß√£o de eletricidade pela matriz hidroel√©trica dado o baixo n√≠vel de √°gua dos reservat√≥rios estaduais e pela queda no consumo industrial em face da menor utiliza√ß√£o da capacidade instalada. No caso da constru√ß√£o civil o resultado negativo em 2015 est√° atrelado a forte retra√ß√£o no ritmo de obras em infraestrutura.

Os serviços apresentaram variação negativa em termos reais de 3,2% em 2015. A queda foi praticamente generalizada no comportamento do índice de volume agregado pelos subsetores. Na decomposição entre os onze segmentos em que o Sistema de Contas Regionais permite a desagregação setorial houve expansão apenas dos serviços domésticos (1,7%) e nos serviços de informação e comunicação (0,5%) (Tabela 1).

               

Tabela 1 ‚Äď Valor corrente do PIB e dos Valores Adicionados Setoriais (R$ 1.000.000) e Varia√ß√£o real e do Deflator impl√≠cito no ano de 2015

Especificação

Valor Corrente (1.000.000 R$)

Variação real (em volume) (%)

Variação do Deflator implícito (dos preços) (%)

 
 

Produto Interno Bruto (PIB)

519.326

-4,3

5,0

 

Impostos, líquidos de subsídios, sobre produtos

61.888

-6,0

5,4

 

Valor Adicionado Total

457.438

-4,0

4,9

 

Agropecu√°ria

24.434

-2,4

-2,2

 

Agricultura, inclusive o apoio à agricultura e a pós-colheita

13.025

0,0

-4,7

 

Pecuária, inclusive o apoio à Pecuária

7.534

-5,5

1,6

 

Produção florestal, pesca e aquicultura

3.875

-4,3

-0,5

 

Ind√ļstria

119.300

-6,2

-2,8

 

Ind√ļstria extrativa

16.596

4,2

-42,7

 

Ind√ļstrias de transforma√ß√£o

61.027

-8,4

11,4

 

Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação

12.808

-6,9

29,3

 

Construção

28.869

-11,0

-0,6

 

Serviços

313.705

-3,2

8,9

 

Comércio, manutenção e reparação de veículos automotores e motocicletas

57.729

-5,0

5,1

 

Transporte, armazenagem e correio

20.875

-6,6

9,2

 

Serviços de alojamento e alimentação

9.987

-7,8

-3,9

 

Serviços de informação e comunicação

12.252

0,5

9,2

 

Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados

19.793

-3,2

14,9

 

Atividades imobili√°rias

46.838

-0,5

7,5

 

Atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares

34.140

-7,1

12,8

 

Administra√ß√£o, educa√ß√£o, sa√ļde, pesquisa e desenvolvimento p√ļblicas, defesa, seguridade social

78.895

-1,0

10,9

 

Educa√ß√£o e sa√ļde mercantis

17.940

-0,8

12,9

 

Artes, cultura, esporte, recreação e outros serviços

8.714

-6,9

11,8

 

Serviços Domésticos

6.542

1,7

-1,7

 

Fonte: Funda√ß√£o Jo√£o Pinheiro (FJP), Diretoria de Estat√≠stica e Informa√ß√Ķes (DIREI) ‚Äď Instituto Brasileiro de Geografia e Estat√≠stica (IBGE), Coordena√ß√£o de Contas Nacionais (CONAC).

 

 

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