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Fundação João Pinheiro divulga primeiros resultados do Déficit Habitacional no Brasil relativos a 2015

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Naquele ano, Minas Gerais conquistou o 6¬ļ lugar no ranking das Unidades da Federa√ß√£o com os menores d√©ficits e Regi√£o Metropolitana de Belo Horizonte apresentou redu√ß√£o na car√™ncia de moradia

 

O d√©ficit habitacional relativo do pa√≠s, que dimensiona a car√™ncia em rela√ß√£o ao total de domic√≠lios de uma regi√£o, passou dos 9% (6 milh√Ķes e 68 mil moradias em termos absolutos) registrados em 2014 para 9,3% (6 milh√Ķes e 186 mil moradias) em 2015. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 21, no site da Funda√ß√£o Jo√£o Pinheiro (FJP) e na plataforma FJP Dados.

Para o c√°lculo, √© considerado integrante do d√©ficit habitacional qualquer domic√≠lio no qual ocorra uma das quatro situa√ß√Ķes: habita√ß√£o prec√°ria (domic√≠lios improvisados ou r√ļsticos), coabita√ß√£o familiar (soma dos c√īmodos e das fam√≠lias conviventes com inten√ß√£o de constituir um domic√≠lio exclusivo), √īnus excessivo com aluguel (fam√≠lias com rendimento de at√© tr√™s sal√°rios m√≠nimos e gasto superior a 30% da renda familiar) ou adensamento excessivo de moradores em im√≥veis alugados (mais de tr√™s moradores por dormit√≥rio).

Brasil - Na compara√ß√£o entre 2015 e 2014, a varia√ß√£o no d√©ficit habitacional absoluto (n√ļmero de moradias) foi diferenciada entre as unidades da Federa√ß√£o. Dos 27 Estados brasileiros, 17 registraram aumento e 10, redu√ß√£o. As maiores quedas foram observadas em Alagoas (26 mil) e em S√£o Paulo (21 mil). As maiores eleva√ß√Ķes, em Santa Catarina (28 mil), em Minas Gerais (22 mil) e no Par√° (19 mil).

Os Estados com os maiores d√©ficits habitacionais em 2015 foram S√£o Paulo (um milh√£o e 306 mil domic√≠lios), Minas Gerais (552 mil), Bahia (451 mil), Rio de Janeiro (468 mil) e Maranh√£o (388 mil). Na outra ponta, Roraima (21 mil), Acre (26 mil), Amap√° (28 mil) e Tocantins (46 mil) tiveram os menores d√©ficits, em raz√£o, sobretudo, de suas pequenas popula√ß√Ķes.

O resultado é diferente quando analisados os valores relativos. Em 2015, o déficit relativo foi de 19% para o Maranhão e Amapá. Já em Roraima, foi de 14 %. Os Estados mais bem colocados foram Rio Grande do Sul (5,9%), Paraná (7,4%), Mato Grosso (7,7%) e Espirito Santo (7,8%).

A composi√ß√£o do d√©ficit habitacional em 2015 mostrou que o componente com maior peso √© o √īnus excessivo com aluguel. Ele respondeu por 3 milh√Ķes e 189 mil unidades, ou 51,5%, do d√©ficit, seguido pelo componente da coabita√ß√£o, com 1 milh√£o e 757 mil domic√≠lios, ou 28,4%. A componente habita√ß√£o prec√°ria alcan√ßou 924 mil, ou 14,9%, e o adensamento excessivo em domic√≠lios alugadosrepresentou 314 mil, ou 5,1%.

Em compara√ß√£o com o ano anterior, foi constatada uma redu√ß√£o na participa√ß√£o do componente coabita√ß√£o familiar e no adensamento excessivo em domic√≠lios alugados, que em 2014 foi de 31,5% e 6%, e em 2015 declinaram para 28,4% e 5,1% respectivamente. Destaca-se o papel do componente √īnus excessivo com aluguel, que em 2014 foi de 48,2% e em 2015 correspondeu a mais da metade do d√©ficit habitacional do Brasil (51,5%). J√° a habita√ß√£o prec√°ria correspondia a 14,1% em 2014 e teve seu percentual elevado para 14,9%.

Minas Gerais - Em relação ao total de domicílios do Estado, o déficit habitacional de Minas Gerais foi de 7,6% em 2014 e em 2015 de 8,0%. Em termos absolutos, o déficit passou de 529 mil domicílios, em 2014, para 552 mil em 2015. Desse total, a Região Metropolitana de Belo Horizonte representava 27% (157 mil unidades) do total de carência de moradia em 2014 e 28% (153 mil) em 2015.

Cabe destacar que Minas Gerais conquistou, por√©m, o 6¬ļ lugar no ranking das Unidades da Federa√ß√£o com os menores d√©ficits relativos em 2015. Rio Grande do Sul (5,9%), Paran√° (7,4%), Mato Grosso (7,7%), Esp√≠rito Santo (7,8%) e Rio de Janeiro (7,9%) ocupam as primeiras posi√ß√Ķes.

O √īnus excessivo com aluguel teve maior peso no resultado geral do Estado, com participa√ß√£o de 60% (331 mil moradias) em 2015 na composi√ß√£o do d√©ficit habitacional, sendo que em 2014 ele era de 59% (310 mil). Em segundo lugar ficou a coabita√ß√£o familiar, que respondia a 34% (189 mil unidades) em 2015 e a 34% (179 mil) em 2014.

Em 2015 a habita√ß√£o prec√°ria respondeu por 3% do d√©ficit (16 mil habita√ß√Ķes) no Estado e no ano anterior o percentual era de 4% (23 mil). O adensamento excessivo com aluguel em 2015 foi o componente com menor participa√ß√£o relativa em Minas Gerais: ficou em 3% (14 mil).

Sudeste - Tanto em 2015 como em 2014, os maiores valores alcan√ßados pelo d√©ficit habitacional absoluto do pa√≠s foram registrados na regi√£o Sudeste: 2 milh√Ķes e 430 mil domic√≠lios e 2 milh√Ķes e 425 mil respectivamente. Em termos relativos, os valores foram 8,4% (2015) e 8,3% (2014). O resultado de 2015 pode ser explicado pelo incremento do n√ļmero de moradias com √īnus excessivo de aluguel (1 milh√£o e 440 mil), respons√°vel por 63,4% do d√©ficit habitacional da regi√£o. No ano anterior o percentual era de 60,8%.¬†

Na regi√£o Sudeste, o Estado de S√£o Paulo apresentou d√©ficit de 1 milh√£o e 306 mil habita√ß√Ķes em 2015, seguido por Minas Gerais (552 mil), Rio de Janeiro (468 mil) e Esp√≠rito Santo (103 mil).¬† Em termos relativos, os indicadores foram 8,8% (SP), 8,0% (MG), 7,9% (RJ) e 7,8% (ES).

Em 2015, S√£o Paulo apresentou o maior n√ļmero de resid√™ncias com √īnus excessivo de aluguel (812 mil), seguido por Minas Gerais (331 mil). Os dois Estados tiveram tamb√©m os maiores valores de coabita√ß√£o familiar do pa√≠s: 393 mil e 189 mil, respectivamente.

Nordeste - Na região Nordeste, o déficit absoluto em 2015 foi estimado em 1 milhão e 924 mil domicílios e em termos relativos em 10,9%. No ano anterior, os valores eram 1 milhão e 900 mil e 10,8% respectivamente.

No ano de 2015, os Estados da Bahia e Maranh√£o apresentaram os maiores d√©ficits da regi√£o, que em n√ļmeros absolutos correspondiam respectivamente, a 451 mil e 388 mil, seguidos por Cear√° (300 mil) e Pernambuco (286 mil). Os maiores valores relativos do d√©ficit habitacional para os Estados da regi√£o eram de 19,9% (Maranh√£o), 12,1% (Sergipe) e 10,8% (Cear√°).

A regi√£o Nordeste foi a regi√£o com o maior n√ļmero de habita√ß√Ķes prec√°rias em 2015, totalizando 492 mil unidades. Desse total, 241 mil unidades estavam no Maranh√£o.

Norte - O Norte apresentou defasagem de 627 mil habita√ß√Ķes em 2015. No ano anterior, o valor absoluto foi de 652 mil moradias. A regi√£o apresentou os maiores percentuais do d√©ficit relativo do pa√≠s nos dois anos: 12,4% (2015) e 12,8% (2014). As maiores defasagens absolutas foram apresentadas pelos Estados do Par√° (306 mil) e do Amazonas (147 mil).

No ano de 2015, os percentuais do d√©ficit habitacional relativo eram de 14,1% no Amazonas, 14,0% no Amap√°, 14,0% em Roraima, 13,0% no Par√°, 11,9% no Acre, 9,4% em Tocantins e 8,5% em Rond√īnia.

Sul - A região Sul apresentou déficit de 697 mil domicílios em 2015 e de 628 mil em 2014, enquanto os valores relativos foram de 7,0% e 6,3%.  No ano de 2015, o Paraná apresentou déficit de 276 mil moradias, o Rio Grande do Sul, de 236 mil, e Santa Catarina, de 184 mil, e os valores relativos foram 7,4%, 5,9% e 8,1% respectivamente.

Centro-Oeste - Nos anos de 2015 e 2014, o menor déficit habitacional do Brasil foi da região Centro-Oeste, que totalizou 506 mil unidades e 464 mil respectivamente. Na região, o déficit habitacional relativo foi de 9,8% em 2015 e de 9,0% em 2014.

Em 2015, os percentuais do déficit absoluto foram de 204 mil em Goiás, 130 mil no Distrito Federal e de 85 mil no Mato Grosso e também no Mato Grosso do Sul. No ano anterior, os valores foram 196 mil, 11 mil, 67 mil e 64 mil respectivamente. Já os percentuais do déficit habitacional relativos eram: Goiás, 9,1%; Distrito Federal, 12,5%; Mato Grosso, 6,6%; e Mato Grosso do Sul, 8,1%.

Regi√Ķes metropolitanas - O comportamento do d√©ficit habitacional nas nove regi√Ķes metropolitanas foi bastante diferenciado quando se compara 2015 com 2014. Em termos absolutos, seis regi√Ķes metropolitanas apresentaram aumento no d√©ficit habitacional e tr√™s apresentaram redu√ß√£o na car√™ncia de moradia, sendo elas RM S√£o Paulo, RM Belo Horizonte e RM Curitiba.¬† A regi√£o metropolitana de S√£o Paulo apresentou d√©ficit de 623 mil moradias em 2015, seguida por Rio de Janeiro (351 mil), Belo Horizonte (153 mil), Fortaleza (141 mil) e Curitiba (69 mil). Em termos relativos, apenas a RM de Curitiba apresentou redu√ß√£o no d√©ficit habitacional entre 2014 e 2015.

O √īnus excessivo com aluguel tem papel preponderante na composi√ß√£o do d√©ficit habitacional nas regi√Ķes metropolitanas, sendo exce√ß√£o apenas na RM de Bel√©m, onde a coabita√ß√£o familiar √© o componente com maior expressividade (62,6%).¬† O √īnus excessivo com aluguel em 2015 representou mais de 60% da composi√ß√£o do d√©ficit habitacional na RM Fortaleza (60,2%), RM Recife (63,7%), RM Rio de Janeiro (65,3%), RM S√£o Paulo (60,9%) e RM Curitiba (66,1%).

 

Assessoria de Comunicação | Fundação João Pinheiro

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