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PIB de Minas Gerais expande 0,1% no segundo trimestre de 2016

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2¬į Trimestre de 2016 - Depois de cinco trimestres consecutivos em queda, a atividade econ√īmica do Estado de Minas Gerais interrompeu a s√©rie de resultados desfavor√°veis e apresentou ligeira expans√£o. O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais aumentou 0,1%, em termos reais, no segundo trimestre de 2016, em rela√ß√£o ao primeiro trimestre do ano, na an√°lise da s√©rie com ajuste sazonal. Os dados s√£o parte do Monitor FJP - Produto Interno Bruto - 2¬į Trimestre/2016, publicado pela Funda√ß√£o Jo√£o Pinheiro (FJP) nesta quarta-feira, 21 de setembro, no site da institui√ß√£o.

Para o mesmo período e mantendo a mesma base de comparação, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma retração de 0,6% para o PIB brasileiro.

Os dados, consolidados na Tabela 1, revelam que a leve alta do PIB mineiro no segundo trimestre de 2016, na série com ajuste sazonal, pode ser explicada, sobretudo, pela recuperação do setor industrial, que cresceu 2,1% em comparação ao trimestre anterior.

Essa recupera√ß√£o foi mais expressiva no segmento da ind√ļstria extrativa mineral, que saiu de uma retra√ß√£o de 6,6% no primeiro trimestre para uma eleva√ß√£o de 0,9% no segundo trimestre. Isto se deve, basicamente, ao fato de que no trimestre em refer√™ncia (segundo de 2016) houve recupera√ß√£o da produ√ß√£o de min√©rio de ferro, que tinha ficado abaixo do normal no trimestre anterior. Importante destacar, por√©m, que o desempenho deste subsetor permanece afetado negativamente tanto pela paraliza√ß√£o da Samarco quanto pelo ritmo menor de opera√ß√£o das minas: na compara√ß√£o com o segundo trimestre de 2015, a ind√ļstria extrativa mineral retraiu 14,3%; no acumulado dos √ļltimos quatro trimestres, em compara√ß√£o com o mesmo per√≠odo de 2015 (varia√ß√£o anual) houve queda de 9,3%; no primeiro semestre de 2016, em compara√ß√£o com o primeiro semestre de 2015, houve queda de 15,8%.

O segmento da ind√ļstria de transforma√ß√£o tamb√©m apresentou rea√ß√£o positiva expressiva, tendo passado de uma redu√ß√£o de 1,4% (na compara√ß√£o entre o primeiro trimestre de 2016 e o quarto trimestre de 2015) para um crescimento de 1,8% (quando comparado o segundo trimestre de 2016 com o trimestre imediatamente anterior). Esse resultado pode ser creditado ao comportamento do segmento de fabrica√ß√£o de produtos aliment√≠cios, secundado por uma desacelera√ß√£o no desempenho desfavor√°vel dos demais setores. Contudo, deve-se ressaltar que esse subsetor ainda est√° longe de apresentar uma recupera√ß√£o consolidada: em compara√ß√£o com o mesmo trimestre de 2015, a ind√ļstria de transforma√ß√£o mineira registrou uma retra√ß√£o de 4,8%; considerando-se a compara√ß√£o do acumulado nos quatro √ļltimos trimestres com os quatro trimestres imediatamente anteriores (varia√ß√£o anual) houve redu√ß√£o de 11,8%; quando a compara√ß√£o √© feita entre o primeiro semestre de 2016 e o primeiro semestre de 2015 verifica-se queda de 9,1%.

 

Ainda tendo como foco o setor industrial, o segmento de energia e saneamento, que já havia crescido 3,0% no primeiro trimestre de 2016 (em comparação com o quarto trimestre de 2015) manteve tendência ascendente, com elevação de 4,4% no segundo trimestre de 2016 (em comparação com o trimestre imediatamente anterior), impulsionado pela melhoria na geração hidroelétrica estadual.

J√° o segmento da ind√ļstria da constru√ß√£o civil permaneceu apresentando retra√ß√£o e piorou sua performance: a redu√ß√£o de 2,0% (quando comparado o desempenho no primeiro trimestre de 2016 com o √ļltimo trimestre de 2015) passou para 2,9% (quando a compara√ß√£o √© feita entre o segundo e primeiro trimestre de 2016).

A recupera√ß√£o no conjunto do setor industrial contrasta com um comportamento mais t√≠mido do setor agropecu√°rio, cujo crescimento passou de 6,0% no primeiro trimestre de 2016 (comparado com o √ļltimo trimestre de 2015) para 2,4% no segundo trimestre de 2016 (quando comparado com o primeiro trimestre de 2016). No entanto, √© importante ressaltar que o setor agropecu√°rio manteve uma tend√™ncia de resultados positivos que, no segundo trimestre de 2016, foi capitaneado pelo desempenho satisfat√≥rio da colheita do caf√© ar√°bica e da soja.

De acordo com o pesquisador da Funda√ß√£o Jo√£o Pinheiro Thiago Almeida, as condi√ß√Ķes clim√°ticas favor√°veis somadas a uma maior diversifica√ß√£o da colheita no segundo trimestre impactaram positivamente os resultados. ‚ÄúNo segundo trimestre, tivemos um grande percentual colhido das safras do arroz, amendoim, feij√£o e batata inglesa, al√©m de 25% do caf√© ar√°bica, que sozinho representa 33% da produ√ß√£o agr√≠cola do estado‚ÄĚ, aponta.

No setor servi√ßos, a queda de 0,4% no n√≠vel de atividade foi influenciada pelas retra√ß√Ķes nas margens de com√©rcio e de transporte, tendo os demais subsetores (alugu√©is, administra√ß√£o p√ļblica e outros servi√ßos) apresentado um comportamento praticamente est√°vel, em compara√ß√£o com a performance registrada no primeiro trimestre de 2016.

Segundo Almeida, boa parte do subsetor ‚Äúoutros servi√ßos‚ÄĚ, que apresentou queda de 1,4%, est√° atrelada ao poder de consumo das fam√≠lias. ‚ÄúPerda do poder de compra, aumento do endividamento e da taxa de inadimpl√™ncia, baixa confian√ßa do consumidor e evolu√ß√£o da taxa de desemprego s√£o alguns dos fatores que contribu√≠ram para o resultado negativo do subsetor‚ÄĚ, explica.

Acumulado no Ano - Em que pese a melhoria residual do n√≠vel de atividade econ√īmica no segundo trimestre deste ano, Minas Gerais fechou o segundo trimestre de 2016 com um resultado desfavor√°vel do PIB, que apresentou uma retra√ß√£o de 4,1%, em compara√ß√£o com o primeiro semestre de 2015. No entanto, √© a primeira vez, desde o primeiro trimestre de 2014, que Minas Gerais apresenta varia√ß√£o trimestral do PIB mais favor√°vel do que aquela registrada para o conjunto do Brasil, ainda que tanto o PIB mineiro quanto o PIB brasileiro tenham apresentado resultado negativo (de 4,1% em Minas e de 4,6% no Brasil).

 

Revis√£o - Estes resultados s√£o preliminares e, naturalmente, est√£o sujeitos a revis√£o. Os c√°lculos s√£o sempre revistos em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat√≠stica (IBGE), com dois ajustes principais: 1) atualiza√ß√£o da estrutura de pondera√ß√£o das atividades econ√īmicas no valor adicionado da economia do Estado; e 2) substitui√ß√£o de proje√ß√Ķes ou valores preliminares nas s√©ries de dados prim√°rios utilizados no c√īmputo do PIB trimestral por valores consolidados. Os procedimentos de revis√£o s√£o semelhantes aos adotados pelo IBGE no que diz respeito √†s Contas Nacionais Trimestrais, e os resultados definitivos s√£o divulgados usualmente com defasagem de dois anos. Al√©m disso, deve ser destacado que o IBGE j√° completou o processo de atualiza√ß√£o da metodologia do PIB Trimestral √† nova metodologia de c√°lculo do PIB anual, conforme publicado na nova refer√™ncia (2010) do Sistema de Contas Nacionais, mas a FJP ainda dever√° completar o processo de atualiza√ß√£o metodol√≥gica do PIB Trimestral de Minas Gerais incorporando a retropola√ß√£o neste processo.

 

 

 

Assessoria de Comunicação | Fundação João Pinheiro

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