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Apresentação GPED

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O Brasil universalizou, recentemente, o ensino fundamental e trabalha duro para universalizar a educação infantil e o ensino médio. Em breve, todos estarão matriculados na escola, mas teremos professores em quantidade e em qualidade para dar conta dessa universalização?

Inúmeras pesquisas recentes do campo educacional alardeiam a crise que assola a profissão docente. Essa crise possui inúmeras facetas, dentre as quais destacamos: 1) a queda da procura pelos cursos de licenciatura, acompanhada pela queda do nível dos estudantes que ingressam nesses cursos; 2) o aumento da evasão nos cursos de licenciatura; 3) o desinteresse dos formandos dos cursos de licenciatura pelo trabalho na educação básica; 4) os egressos dos cursos de licenciatura permanecem pelo menor tempo possível lecionando; 5) os altos índices de absenteísmo nas redes de ensino públicas, absenteísmo esse fortemente determinado pelo adoecimento das trabalhadoras e dos trabalhadores da educação; 6) o grande número de professores temporários nas redes de ensino públicas, sendo que tais professores, muitas vezes, não possuem formação para o magistério; 7) a alta rotatividade dos professores nas escolas; 8) o abandono da profissão por professores experientes; 9) a escassez de professores especialistas, sobretudo, em determinadas áreas.

Partindo da hipótese de que a profissão docente atravessa uma crise e de que essa crise provoca, dentre outros fenômenos, o abandono da profissão pelos professores, o Grupo de Pesquisa sobre Evasão Docente (GPED) do Centro de Estudos em Políticas Públicas (CEPP) da Fundação João Pinheiro (FJP) elege como objeto de estudo a evasão docente e os fatores relacionados com a evasão docente, do âmbito da formação e da condição dos professores.

Líderes do grupo junto ao CNPq: Marina Alves Amorim e Aparecida Maciel da Silva Shikida