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Apresentação

Data de publicação .

O Grupo de Pesquisa Estado, G√™nero e Diversidade (EGEDI) da Funda√ß√£o Jo√£o Pinheiro (FJP) foi criado em dezembro de 2014, com o intuito de congregar pesquisadores com lota√ß√Ķes diversas na institui√ß√£o que estavam trabalhando, isoladamente, com g√™nero e diversidade. Congregados em um grupo de pesquisa, esses pesquisadores poderiam se afinar teoricamente e trabalhar de maneira articulada, garantindo o aprofundamento da discuss√£o, em especial, no que tange √† interse√ß√£o com as pol√≠ticas p√ļblicas e a gest√£o p√ļblica.

Os pesquisadores que comp√Ķem o EGEDI s√£o provenientes de campos diferentes do conhecimento (administra√ß√£o de empresas, administra√ß√£o p√ļblica, ci√™ncia pol√≠tica, ci√™ncia da informa√ß√£o, ci√™ncias da sa√ļde, ci√™ncias econ√īmicas, com√©rcio exterior, demografia, direito, educa√ß√£o, engenharia el√©trica, estat√≠stica, filosofia, hist√≥ria, jornalismo, psicologia, psicologia social e sociologia) e fazem uso de metodologias de pesquisa diversas, tanto quantitativas, quanto qualitativas. Trata-se, portanto, de um grupo multidisciplinar, unido em fun√ß√£o do trabalho com g√™nero e diversidade, pol√≠ticas p√ļblicas e gest√£o p√ļblica.

Vale destacar que trabalhar com gênero e diversidade não significa, simplesmente, lançar mão de determinadas variáveis de análise, como, por exemplo, sexo e raça. Tampouco significa a mera adoção de um recorte temático específico. Isso porque, por detrás dos estudos de gênero e diversidade, encontra-se uma fundamentação teórica sólida.

No caso dos estudos de g√™nero, tal fundamenta√ß√£o nasceu e se desenvolveu do di√°logo entre os movimentos feministas e as pesquisadoras feministas de diversas √°reas, atrav√©s de variadas vertentes e abordagens, essas cada vez mais sofisticadas. E, se tomarmos como marco a pr√≥pria demarca√ß√£o do conceito de g√™nero, datada da d√©cada de 1970, temos quase 50 anos de caminhada atr√°s de n√≥s, sendo que √©, em primeiro lugar, dentro dessa tradi√ß√£o intelectual que o EGEDI se prop√Ķe a escrever a sua hist√≥ria.

Um ponto importante do desenvolvimento dos movimentos e dos estudos feministas √© o cuidado com a diversidade e a diferen√ßa. As mulheres s√£o profundamente marcadas pela sua perten√ßa de g√™nero. Todavia, n√£o se pode e nem se deve esquecer que, por exemplo, a classe social, a ra√ßa/etnia, a orienta√ß√£o sexual e a gera√ß√£o tamb√©m atravessam as mulheres, sobrepondo identidades e desigualdades. Al√©m disso, √© preciso ressaltar que trabalhar com g√™nero n√£o significa trabalhar apenas com mulheres, e sim com mulheres e homens e com as rela√ß√Ķes socioculturais estabelecidas entre eles. Em parte por isso, o grupo se prop√Ķe a trabalhar com g√™nero e diversidade, estabelecendo um di√°logo em suas pesquisas entre as teorias feministas e as teorias da diversidade.

Todavia, os estudos de diversidade desenvolvidos pelo EGEDI n√£o s√£o, simplesmente, estudos feministas que, em suas an√°lises, articulam a categoria g√™nero com outras categorias. Eles encarnam uma segunda frente s√≥lida de atua√ß√£o dos pesquisadores, frente essa preocupada, sobretudo, com os estudos de ra√ßa/etnia e balizada pela t√īnica da diversidade. No enfoque da diversidade, a diferen√ßa assume um aspecto positivo relacionado √† luta em favor do reconhecimento de direitos de grupos ou setores tradicionalmente marginalizados na sociedade, como √© o caso dos negros.

Ao longo de 2015, o EGEDI está investindo, sobretudo, na sua estruturação e organização, no estudo e na elaboração de projetos integrados de pesquisa.

Líder do grupo junto ao CNPq: Ana Paula Salej Gomes

Vice-líder do grupo junto ao CNPq: Marina Alves Amorim