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Campos Gerais se destaca como o segundo maior produtor de café em Minas

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Revista Cafeicultura

Terça-feira, 5 de junho de 2018 

O objetivo agora √© a confirma√ß√£o, por n√ļmeros oficiais, o destaque do munic√≠pio tamb√©m como uma campe√£o na produ√ß√£o de caf√©¬†

CAMPOS GERAIS SE DESTACA COMO O SEGUNDO MAIOR PRODUTOR DE CAF√Č EM MINAS

O munic√≠pio de Campos Gerais, no Sul de Minas, revelou-se o 2¬ļ do Estado em √°rea cultivada em caf√©. S√£o 25.713 hectares plantados com a lavoura, ficando atr√°s apenas de Patroc√≠nio, com 52 mil hectares. A fa√ßanha do munic√≠pio desponta num raio x da cafeicultura de Minas Gerais, que mapeou o parque cafeeiro de toda Minas Gerais. Essa pesquisa teve in√≠cio em 2016 e foi conclu√≠da em 2018.¬† A iniciativa visa oferecer¬†informa√ß√Ķes¬†precisas sobre o setor, contribuindo com o desenvolvimento e a implanta√ß√£o de pol√≠ticas p√ļblicas. Os resultados foram apresentados durante a Expocaf√©, no munic√≠pio de Tr√™s Pontas.

Para o diretor¬†comercial¬†da Cooperativa dos Cafeicultores de Campos Gerais (Coopercam), Jos√© Eduardo Vanzela, o levantamento demonstra a confian√ßa e a credibilidade dos produtores na cultura do caf√©, que se reporta aos tempos dos imigrantes italianos, que por ali se instalaram e iniciaram os primeiros cultivos.¬† ‚ÄúEles deram o ponta p√© inicial no cultivo do gr√£o e hoje chegamos ao segundo lugar em plantio. Cremos, no entanto, que estamos muito pr√≥ximos dessa posi√ß√£o em rela√ß√£o √† produ√ß√£o tamb√©m. Talvez at√© estejamos nessa mesma posi√ß√£o, face os n√≠veis tecnol√≥gicos que os produtores t√™m adotado na condu√ß√£o de suas lavouras, que vem resultando em alta produtividade; por√©m n√£o podemos afirmar essa coloca√ß√£o em virtude da falta de dados oficiais sobre o assunto‚ÄĚ, pondera.

Vanzela acredita que t√£o logo existam dados¬†oficiais¬†sobre a produtividade por munic√≠pio, Campos Gerais tamb√©m se destacar√°. ‚ÄúAcreditamos que t√£o logo esses dados sejam divulgados poderemos comemorar essa posi√ß√£o de 2¬ļ lugar em produ√ß√£o. At√© l√°, vamos continuar nosso empenho, por manter nosso munic√≠pio em posi√ß√£o de destaque no segmento caf√© dentro do cen√°rio nacional‚ÄĚ, completa.

O mapeamento do parque cafeeiro mineiro obteve informa√ß√Ķes precisas sobre o tamanho e a distribui√ß√£o geogr√°fica da produ√ß√£o de caf√© no estado. Primeiro foi feito o levantamento da √°rea plantada em 463 munic√≠pios produtores de caf√©, com o uso de imagens de sat√©lite. Em seguida houve a valida√ß√£o desses dados em campo, trabalho realizado pelos extensionistas da Emater-MG.

No total, Minas Gerais tem uma √°rea cultivada de 1,2 milh√£o de hectares. A macrorregi√£o Norte e Vales do Jequitinhonha e Mucuri possuem 77 munic√≠pios produtores e uma √°rea plantada de 37,8 mil hectares. J√° o Tri√Ęngulo Mineiro, Alto Parana√≠ba e Nordeste somam 51 munic√≠pios e uma √°rea cafeeira de 211,9 mil hectares. Na Zona da Mata mineira, Vale do Rio Doce e¬†regi√£o¬†Central s√£o 181 munic√≠pios e uma √°rea cultivada de 322 mil hectares. As regi√Ķes Sul e Centro-Oeste juntas possuem a maior √°rea. S√£o 649,9 mil hectares plantados em 154 munic√≠pios.

Safra

Minas Gerais √© o maior produtor de caf√© do Brasil, produzindo mais de 50% da safra nacional. Al√©m de fornecer informa√ß√Ķes precisas sobre a safra mineira de caf√©, o mapeamento ainda ser√° √ļtil no levantamento de custos de produ√ß√£o.

‚ÄúA partir da conclus√£o do mapeamento, algumas metodologias j√° propostas de estimativa de produtividade, e outras a serem desenvolvidas, dever√£o ser implementadas para obten√ß√£o das previs√Ķes de safras, atrav√©s de crit√©rios mais objetivos e precisos‚ÄĚ, explica o assessor especial de Cafeicultura da Seapa, Niwton Moraes.

Caracteriza√ß√£o das regi√Ķes

Outra a√ß√£o do mapeamento do parque cafeeiro √© a caracteriza√ß√£o das regi√Ķes produtoras. Com a utiliza√ß√£o da metodologia Caracteriza√ß√£o das Unidades de Paisagem foi poss√≠vel conhecer as potencialidades, limita√ß√Ķes e aptid√Ķes de cada uma delas. O trabalho permitiu a integra√ß√£o e o estabelecimento das correla√ß√Ķes entre as vari√°veis ambientais: geologia, relevo e solo.

Essa metodologia, por exemplo, foi utilizada para caracterizar a macrorregi√£o Norte e Vales do Jequitinhonha e Mucuri. E a conclus√£o √© de que nesta macrorregi√£o h√° restri√ß√Ķes para o cultivo de caf√© ar√°bica, devido √†s condi√ß√Ķes t√©rmicas e h√≠dricas. Por√©m, observou-se aptid√£o da macrorregi√£o para o desenvolvimento da variedade Caf√© Robusta.

‚ÄúSer√° uma grande ferramenta para tomada de decis√Ķes do produtor e para a gera√ß√£o de pol√≠ticas p√ļblicas na implanta√ß√£o de novas lavouras‚ÄĚ, afirma o coordenador estadual de Planejamento e Gest√£o da Emater-MG, Edson Logato.

Geoportal

A partir do mapeamento do parque cafeeiro foi criado o Geoportal do Caf√©, que reunir√° dados socioecon√īmicos para subsidiar pol√≠ticas p√ļblicas e investimentos privados de toda a cadeia produtiva do setor. A implanta√ß√£o da plataforma tecnol√≥gica tem a participa√ß√£o da Funda√ß√£o Jo√£o Pinheiro (FJP), Seapa, Codemge, Emater-MG e Epamig.

Com o Geoportal do Caf√©, o produtor conseguir√° localizar sua propriedade, o que ser√° fundamental para melhorar o planejamento e a gest√£o da atividade. Tamb√©m para os gestores municipais e estaduais, os dados levantados e disponibilizados facilitar√£o o direcionamento de a√ß√Ķes para todas as regi√Ķes. O Geoportal pode ser acessado pelo endere√ßo eletr√īnico: geoportaldocafe.emater.mg.gov.br/ferramenta.

O mapeamento do parque cafeeiro, foi realizado pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Codemge, Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e Fundação João Pinheiro (FJP). Conta ainda com a parceria da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Embrapa.

 

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