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16.3.2017 - ‚ÄúMulhere-se‚ÄĚ reestreia com epis√≥dios sobre as mulheres do campo

Data de publicação .

 

 

 

 

Agência Minas

Quinta-feira, 16 de março de 2017

Rede Minas produziu especial com personagens que integram diagnóstico realizado pelo Governo de Minas Gerais no meio rural

 

Nova temporada do "Mulhere-se" exibe especial sobre as mulheres do campo do Estado baseado em diagnóstico

O programa ‚ÄúMulhere-se‚ÄĚ da Rede Minas reestreia nesta quinta-feira (16/3), √†s 20h30, com a s√©rie 'Mulheres do Campo de Minas Gerais'. A nova temporada do programa¬†exibe, tamb√©m, a¬†s√©rie 'Mulheres de Lei', seriado¬†sobre afirma√ß√£o dos direitos das mulheres e enfrentamento ao racismo.

 

Produzido pela¬†Rede Minas, a s√©rie Mulheres do Campo de Minas Gerais re√ļne,¬†em oito epis√≥dios, a hist√≥ria, cultura e desafios enfrentados por mulheres trabalhadoras rurais que vivem em oito cidades do interior do estado.


¬†O programa est√° pautado na convic√ß√£o de que garantir, efetivar e conquistar os direitos das mulheres, √© sempre um processo de luta. Os epis√≥dios "Porteirinha", "Munic√≠pio de Tanque", "Belo Horizonte", "Santa F√©", "Simon√©sia", "Munic√≠pio de Santa Luzia", "Resplendor", e "Espera Feliz", retratam a realidade destas regi√Ķes.

Outro destaque da nova temporada, a série 'Mulheres de Lei' apresentará histórias de mulheres negras inseridas no sistema de justiça de Minas Gerais. Nesta produção, mais uma vez, contou-se com a parceria da Secretaria de Estado de Direitos Humanos Participação Social e Cidadania (Sedpac). O projeto teve, ainda, o apoio imprescindível do Instituto Direitos Humanos de Belo Horizonte.

√Č importante ressaltar, por fim, que a¬†realiza√ß√£o da s√©rie s√≥ √© poss√≠vel devido √†¬†colabora√ß√£o de diversos grupos e coletivos da sociedade civil organizada nas etapas de pr√© e produ√ß√£o do trabalho. Com a iniciativa, o programa participa ativamente do movimento nacional de mulheres, tecendo articula√ß√Ķes de redes femininas/feministas.

Série retrata realidade no campo

O destaque do programa s√£o as personagens da segunda temporada. Todas elas integram o 'Diagn√≥stico das Mulheres do Campo de Minas Gerais',¬†que est√° sendo elaborado pelo¬†Governo de Minas Gerais, por meio da¬†Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agr√°rio (Seda)¬†em parceria com a¬†Funda√ß√£o Jo√£o Pinheiro (FJP). Por estarem inseridas nesse levantamento, as¬†participantes contribuem para o objetivo de¬†dar maior visibilidade e permitir uma melhor compreens√£o do papel dessas mulheres e sua contribui√ß√£o na economia e na vida das popula√ß√Ķes rurais.

‚ÄúNosso primeiro produto divulgado, sobre o diagn√≥stico, √© a s√©rie de epis√≥dios do programa Mulhere-se, uma parceria com a Rede Minas, que conta um pouco da hist√≥ria de cada uma das 12 biografadas participantes do projeto‚ÄĚ, disse a diretora do Centro de Estudos de Pol√≠ticas P√ļblicas da FJP, Ana Paula Salej.

‚ÄúTamb√©m estamos realizando uma an√°lise quantitativa com a recupera√ß√£o de dados estat√≠sticos e de registro dispon√≠veis sobre essas mulheres, que ser√£o consolidados em um relat√≥rio t√©cnico e entregue √† Seda, a fim de ajudar o Governo do Estado a fomentar pol√≠ticas p√ļblicas espec√≠ficas para este grupo social‚ÄĚ, disse Salej.

Segundo Ana Paula Salej, est√° em andamento tamb√©m a produ√ß√£o do livro ‚ÄúMulheres do Campo de Minas Gerais: trajet√≥rias de vida, de lutas e de trabalho com a terra‚ÄĚ pela FJP. O trabalho vir√° acompanhado de uma s√©rie de cartilhas que ser√£o disponibilizadas para professores e estudantes do ensino fundamental de escolas rurais.

Para a diretora do programa ‚ÄúMulhere-se‚ÄĚ, Sara Ribeiro, o ‚ÄúEspecial Mulheres do Campo de Minas Gerais‚ÄĚ, em oito epis√≥dios, tem papel de grande import√Ęncia quando se fala¬†sobre representatividade, imagem e papel social das trabalhadoras rurais.

‚ÄúMuitas vezes elas s√£o invisibilizadas na constru√ß√£o simb√≥lica do "ser mulher" em nossa sociedade. Foi uma alegria enorme que agora compartilhamos com o p√ļblico o contato com uma diversidade de sotaques e falas aut√™nticas, express√Ķes culturais, vis√Ķes pol√≠ticas de diversas mulheres espalhadas pelo estado‚ÄĚ, afirma Sara Ribeiro.

Para a assessoria institucional da Seda, Maria Auxiliadora Gomes, respons√°vel pela execu√ß√£o do diagn√≥stico, o trabalho atende √† demanda antiga dos movimentos de mulheres do campo. ‚ÄúPor meio desse estudo, vamos elaborar pol√≠ticas p√ļblicas espec√≠ficas, que garantam o recorte de g√™nero na execu√ß√£o dos projetos‚ÄĚ, afirmou.

Direitos das mulheres em cena

A s√©rie "Mulheres de Lei", do programa Mulhere-se, √© o resultado de um¬†esfor√ßo coletivo que envolve militantes, √≥rg√£os do Estado e diversas entidades da sociedade civil¬†na defesa pelos Direitos das Mulheres, da Comunica√ß√£o P√ļblica e das quest√Ķes √©tnico-racias em Minas Gerais.

Segundo a diretora Sara Ribeiro, a¬†s√©rie representa¬†o papel fundamental da Comunica√ß√£o P√ļblica, que √© possibilitar a estrutura√ß√£o de pr√°ticas que alimentem o conhecimento c√≠vico de interesse e utilidade p√ļblica.

"Publicitar didaticamente os meios ao acesso de pol√≠ticas e servi√ßos p√ļblicos √© fundamental para criar¬†condi√ß√£o de desenvolvimento de pr√°ticas cidad√£s e democraticas, o que facilita a a√ß√£o de pol√≠ticas governamentais que garantam o debate p√ļblico junto as quest√Ķes das mulheres em Minas", conclui.

Mulhere-se

O Mulhere-se √© o primeiro programa feminista de TV aberta brasileiro, que trabalha pela cidadania e igualdade de g√™nero, por meio da constru√ß√£o social da imagem e do papel das mulheres, institu√≠do no pensamento feminista e na comunica√ß√£o p√ļblica.

Na primeira s√©rie, em 2016, foram produzidos 26 epis√≥dios transmidi√°ticos onde o programa toma frente rumo ao futuro dos padr√Ķes da TV digital aberta brasileira: Um aplicativo foi produzido para cada um dos epis√≥dios, usando a tecnologia Ginga que possibilitou um programa interativo, fornecendo informa√ß√Ķes complementares ao programa. Programa√ß√£o digital elaborada em parceria com o N√ļcleo Transm√≠dia.

O Mulhere-se conta com um Conselho Aberto, espa√ßo de¬†encontro para discuss√£o e avalia√ß√£o do programa, aproximando assim, a sociedade civil e a TV.¬†O conselho √© constru√≠do com permanentes avalia√ß√Ķes, cr√≠ticas e sugest√Ķes.

Aberto a todas as pessoas, os conselhos t√™m como objetivo promover a participa√ß√£o do p√ļblico na produ√ß√£o do conte√ļdo veiculado na TV p√ļblica. Em suas quatro primeiras edi√ß√Ķes, que aconteceram na Sede da Rede Minas de Televis√£o, o primeiro e terceiro encontro, na Biblioteca P√ļblica Estadual Luiz de Bessa, na Casa dos Jornalistas, o Conselho Aberto do programa ouviu cr√≠ticas e sugest√Ķes acerca dos programas e a√ß√Ķes futuras, articulou uma rede virtual com mais de mil mulheres envolvidas.

Em fevereiro, o programa foi premiado no concurso ‚ÄúMulheres, Culturas e Comunidades‚ÄĚ, promovido pelo Festival Ibero-Americano Cultura Viva.