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3.3.2017 - Pesquisa vai retratar situa√ß√£o socioecon√īmica de trabalhadoras rurais mineiras

Data de publicação .

Jornal Hoje em Dia

Sexta-feira, 3 de março de 2017

Identificar as trajetórias de vida e a relação com a terra das mulheres mineiras que atuam no campo é o mote de uma pesquisa em andamento no Estado. A situação das trabalhadoras da zona rural estará presente em um diagnóstico desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Agrário (Seda) e pela Fundação João Pinheiro (FJP).

O estudo vai embasar futuras pol√≠ticas p√ļblicas que atendam √†s necessidades deste p√ļblico feminino. ‚ÄúEntendemos que √© de fundamental import√Ęncia a valoriza√ß√£o da mulher e o fortalecimento dela no campo. √Č ela quem produz e, muitas vezes, est√° √† frente da lideran√ßa do neg√≥cio‚ÄĚ, enfatiza o secret√°rio da Seda, Professor Neivaldo.

‚ÄúO diagn√≥stico vai permitir a cria√ß√£o de pol√≠ticas p√ļblicas mais efetivas para as mulheres do campo. ‚ÄúA pesquisa vai mostrar quais funcionam ou n√£o, e o que chega at√© essas mulheres. Com base nisso, o Estado poder√° criar novas a√ß√Ķes que sejam mais efetivas‚ÄĚ, afirma a coordenadora do estudo, Marina Alves Amorim.‚ÄĚ

 

Execução

A pesquisa est√° em andamento em duas frentes. Uma delas vai construir um retrato inicial da situa√ß√£o socioecon√īmica das trabalhadoras. Em seguida, o objetivo √© verificar as lacunas identificadas.

‚ÄúA pesquisa segue em execu√ß√£o. O trabalho de campo foi feito entre novembro e dezembro de 2016. As transcri√ß√Ķes das entrevistas realizadas em campo foram feitas e revisadas‚ÄĚ, destaca a pesquisadora do Centro de Estudos de Politicas P√ļblicas da FJP e coordenadora da pesquisa, Marina Alves Amorim.

Outra frente √© a constru√ß√£o de uma biografia coletiva de 12 mulheres do campo. Elas foram indicadas por movimentos, organiza√ß√Ķes ou redes que ajudam a compor a Articula√ß√£o de Mulheres do Campo de Minas.

A trajetória de vida destas mulheres vai ser publicada em formato de um livro com um encarte contendo um vídeo e um conjunto de materiais didático-pedagógicos, com o intuito de dar visibilidade às mulheres pelo viés do trabalho.

‚ÄúO IMA trabalha sob a demanda de agricultores familiares que lidam com produtos de origem animal e t√™m interesse de regularizar a situa√ß√£o sanit√°ria. O registro permite a venda em todo o Estado. Para conseguir a certifica√ß√£o, o trabalhador familiar precisa cumprir algumas exig√™ncias, que s√£o vistoriadas pelo Instituto.‚ÄĚ

 

Empreendedoras

Atualmente, o Instituto Mineiro de Agropecu√°ria (IMA) tem 214 agroind√ļs-trias familiares cadastradas. ‚ÄúQuase todas as agroin-d√ļstrias t√™m uma mulher envolvida. Se n√£o √© ela quem coloca a m√£o na massa, est√° envolvida como gestora‚ÄĚ, explica o fiscal agropecu√°rio do IMA, Andre Almeida Santos Duch.

Uma das produtoras rurais que conta com o apoio do Governo de Minas, por meio do IMA, é Denize Azevedo Viana. Em uma pequena propriedade em Vespasiano, na Grande BH, ela e o marido, Paulo Roberto Resende Viana, produzem queijo Minas Frescal.

‚ÄúEles inspecionam, veem o que precisa ser feito. O IMA est√° sempre presente. Tem um funcion√°rio da agricultura familiar designado justamente para isso mesmo‚ÄĚ, conta Denize.‚ÄĚ

Atualmente, a produ√ß√£o √© de cerca de 100 queijos por dia ‚Äď cada um pesa em m√©dia 500g. Depois de embalado, o queijo √© enviado para as cidades de Lagoa Santa e Belo Horizonte, onde √© vendido por R$ 30, em m√©dia. Parte da produ√ß√£o tamb√©m √© enviada para o Aeroporto Internacional de Confins, onde cada unidade √© comercializada por R$ 59.