Impulsionado pela crise estrutural do capitalismo, pela expansão das ideias neoliberais e pela hegemonia do capital, o fenômeno da precarização laboral tem se ampliado e ganhado novas formas, tanto nos países centrais quanto nos do Sul. Tal fenômeno, por ser intrínseco ao capitalismo, não é estático, pelo contrário, é um processo que se encontra em diferentes estágios, a depender da região analisada. Atenta às transformações no mundo do trabalho, a literatura especializada tem apresentado propostas para mensuração da precarização laboral que, assim como o conceito, estão relacionadas a um contexto, a uma temporalidade e, claro, às bases de dados disponíveis. Nesse sentido, o objetivo deste texto para discussão é contribuir com o debate da precarização do trabalho no Brasil, sob a ótica de sua mensuração. São apresentadas duas propostas internacionais de conjunto de indicadores e quatro propostas de índices sintéticos nacionais, que levam em consideração diferentes dimensões do fenômeno. As descrições das propostas e posterior discussão mostram a face comum da precarização do trabalho em nível global e nacional e quão importante é compreender o contexto histórico, econômico e social em que ela se dá, cujas particularidades imprimem complexidade ao fenômeno.

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